Vai fazer o Enem? Cuide do seu emocional!

Seme Arone Junior, presidente da Abres
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Data 24/09/2026
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A reta final exige além da revisão de conteúdo

Faltam menos de dois meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado nos dias 8 e 15 de novembro. Nesse momento, muitos estudantes começam a sentir o peso da proximidade da prova. Como acompanho de perto a trajetória de jovens em início de carreira, sei o quanto essa fase é decisiva, pelo conteúdo acumulado ao longo dos anos escolares e a forma como cada candidato lida com a pressão desse período. Por isso, considero importante trazer uma reflexão sobre a saúde emocional.

A ansiedade diante da proximidade da prova é natural e atinge praticamente todos os candidatos. No entanto, o tempo restante é suficiente para consolidar aprendizados e ajustar estratégias se o estudante souber equilibrar revisão de conteúdo com práticas de bem-estar. Essa combinação costuma fazer a diferença no resultado final.

Seis caminhos práticos para os próximos meses

1 – Concentre esforços em temas recorrentes e na resolução de questões. Tentar aprender assuntos complexos do zero tende a gerar frustração. O caminho mais eficiente é revisar os conteúdos frequentes em edições anteriores do exame e resolver questões de provas passadas.

2 – O Enem exige resistência física e mental. Simular o ambiente real da aplicação, cronometrando a resolução e reservando tempo para o preenchimento do gabarito e para a redação, cria previsibilidade. Essa familiaridade reduz o nervosismo no dia oficial, porque o cérebro já se acostumou com o nível de exigência da prova.

3 – A pressão por resultado costuma levar ao esgotamento mental, e cuidar do equilíbrio emocional previne o estresse excessivo na reta final. Pausas, técnicas de respiração e momentos de lazer ajudam a regular o sistema nervoso, melhoram a concentração e garantem disposição para os dias de prova.

4 – Virar noites estudando é um erro comum entre candidatos, mas o sono tem papel biológico na consolidação da memória e no aprendizado. Privar o corpo de descanso compromete o raciocínio lógico e a atenção, enquanto um horário fixo para dormir e acordar faz o cérebro processar adequadamente o conteúdo absorvido ao longo do dia.

5 – Acompanhe o panorama dos debates atuais. A prova exige leitura crítica do mundo, e temas sociais, ambientais e políticos costumam fundamentar tanto a proposta de redação quanto a interpretação de textos nas questões objetivas. Reservar um período diário para notícias e análises ajuda a construir repertório sem sobrecarregar a rotina de estudos.

6 – A qualidade do tempo de estudo depende da atenção mantida durante cada sessão, e espaços com pouco ruído, sem interrupções constantes e com notificações do celular desativadas, fazem diferença direta no rendimento.

Como a Abres representa e apoia jovens em transição para o mercado de trabalho, sei a importância do Enem nessa trajetória. Por isso, reforçamos: cuidar da mente é parte da preparação. Desejo meses de estudo consistente, equilíbrio e autocuidado.

*Seme Arone Junior é presidente da Associação Brasileira de Estágios – Abres