Estatísticas

A Abres realiza anualmente uma pesquisa para saber quantos estagiários existem no Brasil. Além disso, analisamos fontes como Inep, MEC, IBGE, Pnad, entre outros, e apresentamos aqui os índices e números referentes à educação e mercado de trabalho no Brasil e no mundo.

  • Alunos: Médio e Médio técnico
  • Estagiários: Médio e Médio técnico
  • Alunos: Superior
  • Estagiários: Superior
Alunos: Médio e Médio técnicoEstagiários: Médio e Médio técnicoAlunos: SuperiorEstagiários: Superior
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Norte904.699 (8.96%)5.867 (2,22%)847.230 (8,49%)22.293 (2,67%)
Nordeste2.873.040 (28,47%)33.440 (12,67%)2.119.165 (21,25%)63.695 (7,62%)
Centro-Oeste688.825 (6,82%)16.427 (6,22%)887.634 (8,90%)49.364 (5,90%)
Sudeste 4.234.277 (41,96%)149.600 (56,67%)4.380.213 (43,92%)501.600 (60,00%)
Sul1.389.727 (13,77%)58.667 (22,22%)1.739.758 (17,44%)199.048 (23,81%)
10.090.568 (100%)264.000 (100%)9.976.782 (100%) 836.000 (100%)

São 10.090.568 alunos de ensino médio e técnico e apenas 264 mil estagiam (2,61%).

No Superior, são 9.976.782 estudantes e, desses, apenas 836 mil estagiam (8,38%).

Ou seja, dos 20 milhoes de possíveis candidato a uma vaga de estágio, só 5,48% são estagiários.

Panorama geral da educação e estágio no Brasil

O Brasil enfrenta desafios significativos no acesso à educação e à inserção de jovens no mercado de trabalho por meio do estágio. Apesar do grande número de estudantes matriculados, a proporção de estagiários ainda é muito baixa. Dos 10.090.568 alunos do ensino médio e técnico, apenas 264 mil estagiam (2,61%). No ensino superior, com 9.976.782 estudantes, somente 836 mil (8,38%) têm essa oportunidade de colocar em prática o aprendizado da sala de aula. Mesmo com um total de 1,1 milhão de estagiários, as empresas poderiam aumentar as chances dessa experiência para milhões de jovens no país.

Matrículas na Educação

Segundo o Censo da Educação Básica 2023, realizado pelo Inep/MEC, o Brasil registrou 7.676.743  matrículas no ensino médio e 2.413.825 no médio técnico. Somando os dois níveis, médio e técnico, o número de estudantes atingiu 10.090.568, dos quais,  331.514  realizavam os cursos concomitantemente. Eles estavam alocados em 29.754 escolas com 20,46% dos matriculados no ensino médio em período integral. Além disso, 223.258 alunos eram da educação especial.

O Censo da Educação Superior de 2023 indicou um crescimento de 5,64% no número de graduandos em relação ao ano anterior, alcançando 9.976.782 alunos. Desses, 5.063.501 (50,8%) estavam  em cursos presenciais (ligeira redução de 0,96%) e 4.913.281 (49,2%) em educação à distância (aumento de 13,44%). As 2.580 instituições de ensino (IEs) superior no país eram compostas por 87,8% (2.264) de instituições privadas e 12,2% (316) públicas e ofereceram 45.959 cursos de graduação.

A rede privada ofereceu 95,9% das 24,6 milhões de vagas, com destaque para a modalidade Educação à Distância (EaD), com 77,2% (19.181.871) do total. Ou seja, caiu muito a oferta de oportunidades presenciais, foram apenas 22,8% (5.505.259).  A rede pública ofereceu 4,1% ou 1.005.214 vagas. Contudo, apenas 30,24% (4.409.212) conseguiram ingressar em uma faculdade, deixando 10.167.378 de carteiras ociosas. 

A maior parte dos alunos de graduação presencial ou a distância faziam bacharelado, enquanto os tecnológicos representavam 20,4%, com um crescimento de 11,9% em relação ao ano anterior.

Ensino Médio e Educação Profissional

Em 2023, o Brasil contabilizou  47.304.632 matrículas na educação básica. Desse total, 7.676.743 eram do ensino médio, os quais, a partir dos 16 anos, já podem estagiar. Apesar de uma redução de 77.422 (2,4%) alunos, em comparação com 2022, foi um movimento esperado, em função do aumento das taxas de reprovação no período da pandemia. A frequência escolar de jovens de 15 a  17 anos alcançou 75%, embora a taxa de abandono tenha sido de 5,9%.  Essa quantidade de jovens saindo da sala de aula indica a necessidade de esforços contínuos na retenção de estudantes. 

A maioria dos alunos do nível médio (84,8%) frequentava o turno diurno, enquanto 15,2%, o noturno. A rede estadual atendia 83,6% desse público. Regionalmente, a maior concentração estava no Sudeste (3,23 milhões), seguido pelo Nordeste (2,1 milhões), Sul (1,02 milhão), Centro Oeste (752 mil) e Norte (576 mil).  Fazendo outro recorte, 51% eram do sexo feminino. 

O ensino médio profissionalizante apresentou um crescimento de 12,4%, com 2.413.825 matrículas, sendo 44,4% nas escolas privadas e 55,6% na rede pública. A mulheres eram maioria, com 1,3 milhão, frente 1,01 milhão de homens. 

A educação de jovens e adultos (EJA) sofreu uma redução de 20,9% entre 2019 e 2023. Eram 2.589.815 matriculados, sendo 1.575.804 no fundamental e 1.014.011 do ensino médio.  Ainda assim, há 68 milhões de brasileiros com mais de 18 anos fora da escola e sem a educação básica concluída, destacando a importância do EJA para mudar esse  cenário.

Em  2024, 4,32 milhões de pessoas se inscreveram no Enem – Exame Nacional do Ensino Médio em busca de uma graduação. “A permanência no ensino superior é desafiadora para  muitos estudantes. Essa etapa envolve conciliar os estudos com o trabalho. Nesse contexto, o estágio desempenha um papel crucial, incentivando o estudante a pegar o diploma e facilitando a inserção no mercado de trabalho”, afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente da Associação Brasileira de Estágios (Abres).

Transformação do ensino superior no Brasil: crescimento, tendências e desafios

Entre 2002 e 2023, o número de alunos de graduação no Brasil cresceu exponencialmente, passando de 3,5 milhões para 9,9 milhões. “Esse aumento foi impulsionado pela expansão das instituições privadas e maior oferta de cursos EADs, “Essa ampliação do acesso ao ensino superior é um marco relevante, mas a qualidade e a retenção no contexto acadêmico ainda são desafios a serem enfrentados”, analisa Mencaci. 

Desse total de universitários, 95,9% cursavam IEs privadas e 4,1% públicas. Entre 2013 e 2023, as matrículas de cursos de graduação a distância aumentaram 325,9%, enquanto na modalidade presencial houve uma queda de 17,7%.

Os cursos de bacharelado continuavam sendo os mais procurados, com 62,4% das matrículas. Em seguida, vieram os tecnológicos (20,4%) e os de licenciatura (17,2%). Um dado relevante foi a predominância feminina em licenciaturas, com 73,9% das matrículas.

No ensino superior, existe uma variedade de segmentos para estudar e conquistar um diploma. Apesar das possibilidades, existem 10 áreas acadêmicas com mais matrículas. “A cada dia diferentes profissões surgem. No entanto, ainda tem carreiras as quais se destacam nas escolhas dos estudantes”, acrescenta o presidente da Abres. Entre elas estão pedagogia, direito, administração e outras como mostra o gráfico a seguir.

O investimento em educação superior é crucial para o desenvolvimento de um país. Segundo a pesquisa, de 2023, da OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development), o Brasil está significativamente atrás de nações como a Coreia do Sul (70%), Canadá (67%) e Reino Unido (58%). Nesses países, há um investimento na formação acadêmica da população. “Mesmo economias emergentes como Argentina (19%) e Costa Rica (31%) superam o Brasil. Essa disparidade evidencia a necessidade urgente de transformar o sistema educacional brasileiro, para assim, ter maior competitividade futura”, analisa Carlos Henrique Mencaci, presidente da Abres.

Ingressantes em graduação: predomínio da educação a distância

Em 2023, o número de ingressantes na graduação subiu 5,0% em relação a 2022, chegando a 4,9 milhões. Desse total, 88,6% foram em instituições privadas. Os cursos de bacharelado lideraram as novas matrículas com 53,6% (2.656.550), seguido pelos tecnológicos 29,7% (1.473.062) e licenciaturas 16,7% (827.285).

O EaD continua a expandir sua participação, representando 66% (3.314.402) dos ingressantes em 2023, contra 34% (1.679.590) na modalidade presencial. Esse aumento (6,9%) reflete uma maior adesão e aceitação da tecnologia na realidade da juventude, enquanto os cursos presenciais tiveram crescimento mais modesto (1,4%).

Já entre os cursos mais estimados pelos novos universitários, estavam na liderança da lista: Administração (4.066.107), Pedagogia (4.052.586) e Direito (3.269.893). Confira abaixo o ranking completo. 

Entre os novatos no ensino superior, a maioria dos ingressantes (2.967.096) eram do gênero feminino. Para o masculino, o número de alunos novos era 2.027.069, uma diferença de 940.027 mil em comparação às mulheres.

 

Conclusão do ensino superior: avanços e oportunidades de formação

O número de concluintes em 2023 foi de 1.374.669, um aumento de 6,74%, em comparação a 2022. Desses, 57,8% concluíram o bacharelado, enquanto os tecnológicos representaram 25,3% e as licenciaturas 16,9%. “A baixa quantidade de licenciados é preocupante, pois indica menor interesse das novas gerações pela carreira docente”, destaca Mencaci.

Do total de 1.374.669 concluintes, 257.214 (18,7%) eram de faculdades públicas e 1.117.445 (81,3%), privadas. Isso reforça o papel do estágio como instrumento essencial para a formação e a permanência no curso, pois garante renda e a experiência prática. Afinal, para estagiar, o jovem, obrigatoriamente, precisa estar matriculado.

Ensino Superior Tecnológico: evolução e resposta às demandas do mercado

Os cursos tecnológicos ampliaram 756,3% desde 2005, saindo de 237.066 matriculados para 2.030.236, em 2023. Com uma grade curricular prática e carga horária reduzida, esses cursos atendem diretamente às demandas do mercado de trabalho, especialmente em áreas de alta empregabilidade, como Tecnologia da Informação, Gestão e Saúde.

Entre 2022 e 2023, o número de ingressantes nessas carreiras cresceu 6,4%, chegando a 1.473.062, superando os aumentos do bacharelado (4,0%) e licenciatura (4,8%). O ensino a distância dominou essa modalidade, com 82,4% das matrículas. Atualmente, o Brasil possui 10.702 cursos tecnológicos, dos quais 5.739 são presenciais e 4.963 EaDs.

Educação a Distância no Brasil: expansão e impacto da tecnologia.

Entre os anos de 2000 e 2023, o número de matrículas em cursos EAD cresceu aproximadamente 291.993%, saindo de 1.682 alunos para 4.913.281. Quase metade dos graduandos estavam na modalidade EaD. “A pandemia de Covid-19 foi um marco nesse crescimento, popularizando o ensino remoto e consolidando sua posição como alternativa acessível e flexível”, exemplifica Mencaci. 

Em 2023, 66,4% dos ingressantes optaram pela EaD, enquanto 33,6% escolheram cursos presenciais. Essa preferência é especialmente notável nas instituições privadas, onde 73% dos ingressos foram a distância.

O avanço das tecnologias digitais e a popularização da Internet contribuíram para o crescimento do EAD. A modalidade passou a ser vista como uma alternativa viável e acessível para muitos estudantes, principalmente para quem vivia em áreas remotas ou com restrições de tempo. Os gráficos abaixo mostram as áreas com mais matrículas e concluintes dessa modalidade: 

O jovem fora da escola e o mercado de trabalho

Os jovens brasileiros enfrentam desafios significativos em relação ao acesso à educação e inserção no mercado de trabalho. Conforme dados da PNAD Contínua de 2023, entre a população de 18 a 24 anos (22,3 milhões de pessoas), a distribuição por condição de frequência escolar é a seguinte:

  • Não frequenta e concluiu o ensino médio: 44,8%
  • Frequenta a educação superior: 21,6%
  • Não frequenta e não concluiu o ensino médio: 20,4%
  • Frequenta o ensino médio: 7,7%
  • Não frequenta e concluiu a educação superior: 4,3%
  • Frequenta o ensino fundamental: 1,2%

Os dois maiores grupos formados por quem concluiu o ensino médio, mas não está estudando (44,8%) e não concluiu esta etapa (20,4%), representam mais de 65% dos jovens. Esses números destacam a necessidade de políticas voltadas a promover a permanência nos estudos e ampliação do acesso ao ensino superior.

Além disso, conforme a pesquisa, cerca de 19,8% dos jovens entre 15 e 29 anos, fazem parte da geração “nem-nem”. Ou seja, não estudavam nem trabalhavam. É um número alarmante. Isso indica dificuldades no desenvolvimento de habilidades educacionais e profissionais. Segundo o Ipea – Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas, o termo foi originado na Inglaterra na década de 1990 como a sigla Neet (Not in Education, Employment, or Training) e  reflete os desafios dessa parcela da população em adquirir habilidades educacionais e profissionais.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos é o dobro da observada na população adulta. Esse cenário ressalta barreiras estruturais, como a falta de qualificação profissional e altas exigências por experiência prévia.

Entre as mulheres jovens, a situação é ainda mais preocupante: 25,6% delas estão fora  da escola e do mercado de trabalho, comparadas a 14,2% dos homens, conforme dados da PNAD Contínua. “O estágio pode ser uma ponte para transformar essa realidade. De 40% a 60% dos estagiários são efetivados, oferecendo uma chance real de integração ao mercado de trabalho”, ressalta o presidente da Abres.

Expectativas Geração Z e o impacto da IA

A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1995 e 2010, valoriza a flexibilidade no aprendizado e a conexão direta entre a teoria e a prática. Muitos enxergam o estágio como uma ferramenta propulsora para alcançar seus objetivos profissionais. Além disso, temas como sustentabilidade, diversidade e impacto social moldam suas escolhas acadêmicas e de carreira.

Com a crescente adoção da Inteligência Artificial (IA), esses jovens enfrentam novos desafios e oportunidades. A automação de tarefas repetitivas permite o desenvolvimento de habilidades estratégicas e criativas. O mercado global de IA, segundo a Grand View Research, deve atingir cerca de US$ 738 bilhões até 2030, transformando profundamente as demandas do mercado de trabalho.

Vagas de estágio no Brasil

No total, o Brasil tem cerca de 20,07 milhões de estudantes aptos a estagiar, mas segundo uma pesquisa da Abres, apenas 5,5% (1,1 milhão) deles conseguem uma oportunidade. Essa discrepância reforça os desafios de acesso ao estágio, especialmente em áreas com menor disponibilidade de vagas. Contratar ainda mais estagiários é fundamental para construir as habilidades dos futuros profissionais do país. A falta disso gera cada vez mais desqualificação”, orienta o presidente.

Distribuição de Estudantes e Taxa de Estágio (2023):

  • Ensino Médio e Técnico:
    Total de estudantes: 10.090.568
    Estagiários: 264 mil (2,61%)
  • Ensino Superior e Superior Tecnólogo:
    Total de estudantes: 9.976.782
    Estagiários: 836 mil (8,38%)

No mercado existem inúmeras áreas de atuação para um estagiário conquistar a prática da sua profissão. Segundo o último levantamento da Abres, alguns segmentos se destacam com o maior número de vagas. 

Cursos com o maior número de vagas de estágio: 

  • Administração: 16,8%
  • Direito: 7,3%
  • Comunicação Social: 6,2%
  • Tecnologia (Sistemas, Computação, etc): 5,2%
  • Engenharias: 5,1%
  • Pedagogia: 4,2%

Por outro lado, áreas como Estatística, Ciências Atuariais, Gastronomia, Agronomia e Tecnologia da Informação frequentemente enfrentam dificuldades para atrair candidatos, mesmo oferecendo bolsas-auxílio mais altas e benefícios. 

A Importância do Estágio

O estágio desempenha um papel crucial no desenvolvimento profissional dos jovens. Além de fornecer experiência prática, ele contribui para a aquisição de competências valorizadas pelo mercado, como trabalho em equipe, comunicação e resolução de problemas.

Segundo levantamento da Abres, 40% a 60% dos estagiários são efetivados ao final do contrato, tornando o estágio um trampolim para o emprego formal. Porém, o cenário atual exige esforços coordenados entre instituições de ensino, empresas e governo para ampliar as oportunidades e tornar o mercado de trabalho mais acessível aos estudantes de todas as áreas e níveis educacionais.

Sobre a melhor época para procurar uma vaga, o presidente da Abres dá uma dica aos estudantes. “Nós sempre aconselhamos o jovem a buscar já no primeiro ano de curso. Dessa forma, é possível construir uma carreira profissional de sucesso desde cedo”, orienta Mencaci. 

Pesquisa revela quanto recebe um estagiário no Brasil

Ciências e humanidades ou Ciências Atuariais? Engenharia ou Economia? Qual o curso com os estagiários mais bem pagos? As dez áreas com maior remuneração? A fim de levantar os valores oferecidos, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios promoveu a ‘Pesquisa Nacional de Bolsa-Auxílio 2023’. Realizada desde 2008, o atual resultado apontou a média geral em R$ 1.210,66, ou seja, 3,37 % maior comparado a 2022, quando o índice era de R$ 1.171,11. O cenário demonstra os efeitos da recessão.

O estudo ocorreu de janeiro a junho de 2023, com 82.146 participantes de todo o país. O levantamento revelou um montante de R$ 1.376,86 para quem está no nível superior, crescimento de 5,48% em relação a 2022. Para os tecnólogos houve uma subida de 7,46% nos pagamentos, ficando em R$ 1.339,29. O ensino médio técnico ficou quase estável, ficando em R$ 985,76. Já para quem está no nível médio, uma boa notícia: o valor é de R$ R$ 796,90; Na visão do presidente do Nube, Seme Arone Júnior, o quadro demonstra a recuperação do mercado e a boa perspectiva para o futuro. “Após o período de crise, as empresas estão retomando suas atividades com força total. Os números de 2023 já superam os de 2019, antes da chegada da pandemia”, explica.

Quando a análise é feita por gênero, a quantia para os homens é maior, de R$ 1.278,84. Para as mulheres, o valor ficou em R$ 1.169,45. “Essa diferença é chamativa. Todavia, tem uma explicação. As moças, majoritariamente, optam pelas humanidades, tais como pedagogia, comunicação e saúde, por exemplo, as quais pagam menos quando comparadas às carreiras de exatas”, sintetiza Arone Júnior. Ao se observar um curso específico, não há esse tipo de divergência entre as bolsas-auxílio oferecidas.

A região com melhores remunerações é a Sul, com R$ 1.322,63. Logo em seguida ficou o Sudeste, com a quantia de R$ 1.248,26. Em terceiro lugar vem a Nordeste, com R$ 1.171,14. As localizações Norte e Centro Oeste apresentaram R$ 1.160,74 e R$ 1.160,69 respectivamente.

Uma curiosidade sobre a pesquisa é o retorno de Agronomia ao topo do ranking. O curso não figurava o top 10 desde 2020, quando pagava cerca de 29% a menos.Uma carreira nova, Ciências e Tecnologia, estreou em 2013 e permanece até hoje. Já no nível Superior Tecnólogo, Banco de Dados lidera a lista desde 2016. Enquanto isso, no Médio Técnico, Informática, Edificações e Serviços Jurídicos estão na ponta, seguidos de Mecatrônica. Isso mostra como a digitalização é uma tendência e representa uma perspectiva de permanecer assim por muito tempo.

Veja a listagem com os dez cursos mais bem pagos:

média-das-bolsas
ranking-superior
ranking-médio-técnico
média-por-gênero