
Para quem está começando a carreira, criar um perfil no LinkedIn pode gerar dúvidas. Afinal, o que apresentar quando ainda não há uma experiência profissional extensa? Projetos acadêmicos, cursos e outras vivências ajudam a construir uma apresentação profissional mesmo antes do primeiro estágio ou emprego. Em um mercado cada vez mais conectado, a rede também pode ser utilizada para pesquisar empresas, ampliar o networking e acompanhar oportunidades.
O LinkedIn reúne mais de 100 milhões de membros no Brasil, tornando o país um dos três maiores mercados da plataforma no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. A presença crescente de jovens também mostra como a rede deixou de ser utilizada apenas por profissionais mais experientes e passou a fazer parte da construção da carreira desde os primeiros passos.
Por que o estudante deve estar no LinkedIn?
A plataforma funciona como uma extensão da apresentação profissional. Além de informar formação e experiências, permite compartilhar projetos, certificados, aprendizados e interesses relacionados à carreira.
Para Jéssica Gondim, gerente de Gestão de Contratos da Companhia de Estágios, não é necessário ter uma trajetória extensa para construir um perfil relevante. “O LinkedIn funciona como uma vitrine do seu movimento profissional e acadêmico. Você não precisa ter uma carreira longa para ter um perfil atrativo. Projetos, cursos, voluntariado e outras experiências mostram habilidades e ajudam a construir uma narrativa profissional”, explica.
Segundo dados do próprio LinkedIn, 50 milhões de pessoas acessam a plataforma semanalmente para ampliar as conexões, aprender e buscar oportunidades. A rede, portanto, pode ser utilizada não apenas quando o estudante procura uma vaga, mas durante toda a formação.
Seme Arone Junior, presidente da Abres – Associação Brasileira de Estágios, vê começar cedo como uma maneira de construir a carreira sem pressa. “O jovem não precisa esperar a primeira experiência profissional para começar a se apresentar ao mercado. A formação acadêmica, os cursos e os projetos podem demonstrar interesses, conhecimentos e competências. Isso contribui diretamente para a conquistar uma vaga”, afirma.
O que colocar no perfil quando não há experiência?
Quando se trata de mostrar suas capacidades, as atividades realizadas fora do ambiente corporativo também contam. Projetos da faculdade, empresa júnior, trabalhos acadêmicos, cursos complementares, voluntariado, apresentações e até pequenos negócios demonstram iniciativa e o seu desempenho.
“Eu sempre dou a dica: coloquem as coisas as quais vocês praticam, porque isso ajuda o seu perfil a ser visualizado pelos recrutadores por meio das palavras-chave. O contratante busca por termos específicos, e os perfis com essas palavras têm mais chances de aparecer nas buscas”, orienta Jéssica.
Cursos de idiomas, Excel, inteligência emocional e outras formações complementares também podem ser incluídos. Certificados, portfólios, vídeos, artigos e trabalhos desenvolvidos durante a graduação são outros recursos que ajudam a apresentar conhecimentos e interesses.
É preciso publicar conteúdos com frequência?
Não necessariamente. Ter uma presença ativa no LinkedIn não significa produzir publicações todos os dias. Curtir conteúdos, comentar, acompanhar empresas e profissionais da área de interesse e participar de discussões também registram sua presença.
Para Jéssica, essa participação ajuda o estudante a acompanhar o mercado e ampliar sua rede de contatos. “Curtir uma publicação, comentar, dar os parabéns por uma promoção ou acompanhar conteúdos da sua área já são estratégias. Você não precisa criar conteúdo para estar ativo na rede”, explica.
Conforme a Resume Builder, 74% dos recrutadores entrevistados verificaram o perfil dos candidatos no LinkedIn durante os processos seletivos. Entre eles, 31% afirmaram fazer isso sempre, 44% às vezes e 13% raramente. Apenas 12% disseram não ter esse hábito.
Para Seme, em um contexto de evidência das redes, a necessidade de atenção à presença digital aumenta. “As redes profissionais fazem parte da forma como o mercado conhece os candidatos. Por isso, manter um perfil coerente com o currículo, atualizado e alinhado aos objetivos profissionais pode contribuir para uma apresentação mais completa do estudante”,concluí.
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