Modalidade aproxima estudantes da realidade profissional e permite às empresas formar talentos de acordo com suas necessidades
Entrar no mercado de trabalho enquanto ainda está na faculdade ou no ensino técnico pode fazer toda a diferença na trajetória profissional. O estágio permite justamente essa conexão: o estudante coloca em prática o aprendizado da sala de aula, desenvolve novas competências e conhece, de perto, a dinâmica de uma organização.
O potencial dessa modalidade ganha ainda mais relevância diante do tamanho do mercado brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira de Estágios (Abres), mais de 1 milhão de estudantes estão estagiando no país, mas esse contingente ainda representa apenas 5,48% dos cerca de 20 milhões de estudantes do ensino médio, técnico e superior. Ou seja, existe um enorme espaço para ampliar o acesso a experiências práticas durante a formação. Para os jovens, entretanto, entrar nesse mercado continua sendo um desafio particular. Ter contato com o ambiente profissional ainda durante a formação pode ajudar a diminuir justamente essa distância entre conhecimento acadêmico e experiência.
“Ao contratar um estudante, nós podemos garimpar um grande talento, trazendo novas tecnologias e conhecimentos vivenciados dentro da academia”, aponta Rodrigo Trimonte, CEO do Instituto Trimonte. Assim, o estágio pode funcionar como uma espécie de pipeline de talentos: a empresa conhece o profissional ainda no início da carreira, acompanha sua evolução e pode desenvolver competências alinhadas à cultura e aos processos do negócio.
Além disso, existe uma vantagem importante: o estudante chega trazendo referências acadêmicas atualizadas e pode contribuir com novas ferramentas, conhecimentos e perspectivas. Em vez de buscar exclusivamente um profissional pronto, a organização passa a ter a possibilidade de formar talentos de acordo com suas próprias necessidades.
O estágio possui uma estrutura jurídica própria justamente porque seu objetivo é combinar formação e experiência profissional. A própria legislação o determina como um ato educativo escolar supervisionado, com acompanhamento tanto da instituição de ensino quanto da organização concedente.
Na prática, uma boa experiência precisa ir além de simplesmente colocar o estudante para executar tarefas. É necessário oferecer orientação, atividades compatíveis com sua formação e espaço para desenvolvimento. “Quando falamos em reduzir o desemprego entre os jovens, o estágio é uma das principais portas de entrada. Ele permite ao estudante conquistar experiência, desenvolver competências e construir sua trajetória. Quais os desafios para ampliar o acesso? Do ponto de vista legislativo, é ampliar a oportunidade sem perder a essência educacional do estágio”, explica Andreia Andrade, CEO da Ash Talentos.
Empresas, instituições e agentes de integração atuando juntos
Para tornar essa experiência realmente significativa, existe uma responsabilidade compartilhada. A instituição de ensino acompanha a formação acadêmica; a empresa oferece o ambiente prático e a supervisão; e os agentes de integração ajudam a conectar estudantes e organizações, além de apoiar os processos administrativos.
Segundo a Lei nº 11.788, instituições de ensino e partes concedentes podem recorrer aos agentes de integração. Entre suas atribuições estão identificar oportunidades, ajustar condições de realização, fazer o acompanhamento administrativo, encaminhar a negociação do seguro contra acidentes pessoais e cadastrar estudantes.
“A empresa desenvolve profissionais alinhados à sua cultura, prepara futuros colaboradores e fortalece a sua sucessão. Para incentivar o setor produtivo a abrir oportunidades, precisamos mostrar: não é apenas contratação, mas investimento em formação. Quando empresas, instituições de ensino, agências de integração trabalham juntos, conseguimos transformar teoria em prática, gerar oportunidades e preparar os profissionais requisitados pelo mercado”, complementa Andrea. Nesse contexto, ampliar esse acesso não beneficia apenas quem está procurando a primeira experiência, mas impacta a educação e a empregabilidade nacionais como um todo.
No fim, o estágio funciona melhor quando todos ganham: o estudante aprende, a empresa desenvolve, a instituição de ensino aproxima teoria e prática e o mercado recebe profissionais mais preparados. Muito além de preencher uma vaga, trata-se de criar uma ponte sustentável entre educação e empregabilidade.
Na Abres, temos dezenas de associados qualificados para encaminhar talentos, direcionando suas carreiras e ampliando os negócios. Conhecer os reflexos internos e externos dessa admissão é necessário para aproveitar ao máximo esses novos integrantes. Se você é um gestor procurando mais energia para impulsionar seus resultados, basta entrar em contato com algum dos nossos parceiros.