Entidade reforça atuação institucional para ampliar oportunidades de estágio, fortalecer agentes de integração e garantir segurança jurídica para empresas e estudantes
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O mercado de estágio vive um momento decisivo no Brasil. Em meio às transformações do mundo do trabalho, às novas demandas das empresas e aos debates jurídicos envolvendo programas de formação profissional, a atuação das entidades representativas tornou-se fundamental para garantir segurança, ampliar oportunidades e preservar um dos principais mecanismos de inserção de jovens no mercado.
A relevância desse tema é evidente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos permanece além do dobro da registrada entre trabalhadores mais experientes. Ao mesmo tempo, levantamentos do setor mostram como estudantes com experiência prática apresentam índices significativamente maiores de empregabilidade após a conclusão dos cursos.
Nesse contexto, a Assembleia 2026 da Abres reuniu lideranças do setor para discutir estratégias voltadas à proteção do estágio, ao fortalecimento institucional dos agentes de integração e à ampliação das oportunidades para estudantes em todo o país.
Atuação legislativa busca ampliar oportunidades para jovens
“A Abres visa, como missão, proteger os interesses dos associados, mas com o principal propósito de promover a inserção do jovem no mercado de trabalho. Então, com medidas legislativas e uma atuação muito forte no Congresso, pretendemos, pautados na legislação do estágio, nessas decisões recentes do próprio STF, aumentar essas contratações, protegendo os interesses das empresas, dos agentes de integração e do próprio mercado”, explica Rogério Caetano, diretor administrativo financeiro da Abres. A pauta ganha relevância porque o estágio não beneficia apenas os estudantes. Para as empresas, o modelo também representa uma oportunidade estratégica de formação de talentos alinhados à cultura organizacional e às necessidades futuras do negócio.
Segurança jurídica e fortalecimento institucional são prioridades
Outro ponto discutido foi a necessidade de garantir um ambiente regulatório equilibrado para corporações, instituições de ensino e agentes de integração. “Precisamos nos manter firmes nessa posição, auxiliando os jovens na entrada para a carreira, com mais segurança, assegurado pelas redes, pela área jurídica e, principalmente, é preciso as instituições nos darem um respaldo maior, não monopolizando as empresas a atuarem somente com uma instituição de ensino”, aponta Elizandra Farias, nova integrante do Conselho Fiscal.
O debate acompanha uma preocupação crescente com a qualidade das experiências oferecidas aos discentes. A combinação entre formação acadêmica e experiências práticas será cada vez mais determinante para o desenvolvimento das competências exigidas pelas organizações nos próximos anos. Para especialistas, fortalecer a relação entre contratantes, universidades e agentes de integração é essencial para garantir programas mais eficientes e alinhados às transformações do mercado.
Estágio continua sendo estratégia para retenção e formação de talentos
“O estágio permite desenvolver profissionais desde o início da sua trajetória, moldando competências técnicas e comportamentais de acordo com a sua realidade. Além disso, traz inovação, novas perspectivas e maior capacidade de adaptação, pois os iniciantes chegam atualizados e conectados às novas tendências. Portanto, é uma estratégia eficiente para a redução de custos com o recrutamento e aumento de retenção de talentos”, afirma Rafael Conde, novo integrante do Conselho de Ética. A avaliação acompanha uma tendência observada em diferentes setores. Investir no desenvolvimento contínuo de profissionais desde o início da carreira resulta em maiores índices de engajamento e permanência. Além disso, formar os próprios talentos reduz o tempo de adaptação dos colaboradores e aumenta a aderência à cultura organizacional.
Diante das mudanças no mercado e da crescente valorização das competências comportamentais, o estágio segue ocupando um papel estratégico para todos os envolvidos. Para os estudantes, representa a oportunidade de transformar conhecimento em experiência. Para as empresas, é uma forma eficiente de desenvolver futuros profissionais e lideranças. Já para o setor, iniciativas como as debatidas na Assembleia 2026 reforçam a importância de construir um ambiente cada vez mais seguro, sustentável e favorável à formação das próximas gerações de talentos.
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Veja mais sobre o estágio para combater o desemprego juvenil nesta matéria e continue acompanhando a TV Abres para mais conteúdo sobre esse segmento.