Qual é o impacto do estágio no ensino superior? 

O ensino superior é uma capacitação de prestígio para o crescimento profissional. Contudo, ao ingressar no universo corporativo, as conquistas acadêmicas e o diploma podem não ser suficientes sem vivência prática. Veja, nesta matéria, a relevância de realizar um estágio nessa etapa. 

O estágio é o primeiro passo para o ganho de experiência profissional

O programa é uma iniciativa  governamental estabelecida para conectar estudantes a empresas. Essa modalidade desenvolve competências úteis para evoluir no meio corporativo enquanto os participantes ainda estão na escola ou universidade. Logo, os candidatos não precisam ter nenhuma bagagem anterior para se inscrever nas vagas, apenas cumprir os pré-requisitos. 

Para o presidente da Abres – Associação Brasileira de Estágios, Seme Arone Junior, essa é uma grande chance para quem busca a primeira oportunidade ou especialização em um setor. “A universidade é o ponto de partida para ganhar conhecimento sobre um segmento do mercado. Contudo, o estágio é o responsável por agregar prática, sem exigir experiência. Pelo contrário, o discente atua na companhia, com supervisão de outros especialistas e aprende com as tarefas do dia a dia”, ressalta. 

Quais são os pré-requisitos para estagiar? 

Conforme a Lei de Estágio (11.788/2008), existem apenas duas exigências. A primeira é a idade, a qual deve ser a partir de 16 anos. A segunda é a matrícula regular, o indivíduo precisa frequentar uma instituição de ensino, seja no nível médio, técnico ou superior. Após a conclusão do curso, não é mais possível participar. 

Por que o estágio é importante no ensino superior? 

Nessa fase, os graduandos estão se especializando para iniciar uma jornada profissional. No entanto, ao finalizar a faculdade, apenas as experiências acadêmicas tendem a  não ser suficientes para ingressar no mundo do trabalho. Nesse sentido, o estágio prepara o aluno junto com os professores e aumenta a chance de se formar já atuando na mesma área. 

Nos resultados da 4a edição da pesquisa de empregabilidade do Semesp, 12,7% dos formandos do nível superior não exerciam uma atividade remunerada. No entanto, dos empregados, 26,6% não atuavam em sua área de formação. Conforme o presidente, a ampliação dessa prática tem um papel importante na mudança desse cenário.

De acordo com a Abres, de 40% a 60% dos estagiários são efetivados ao final do contrato. “Quando uma organização investe, treina e prepara o talento, ela tende a retê-lo para uma equipe efetiva. Mesmo quando isso não acontece, o jovem está preparado para outros desafios, mas no seu campo de desejo”, diz Arone Junior. 

Não consegui um estágio no ensino superior e agora? 

O contrato dessa modalidade é limitado a dois anos. Essa cláusula reduz as possibilidades para quem já está no final do curso de acessarem. “Muitas lugares solicitam do candidato esse período disponível de dois anos. Infelizmente, para quem está no fim do curso, pode ser ainda mais difícil ingressar nos programas”, explica o presidente. 

Nesse contexto, a deputada federal do Republicanos, Ely Santos, explica o projeto em trâmite para expandir o cargo. “Para mudar esse cenário, o PL 4.477/2024, propõe a flexibilização do estágio para quem já está com o diploma em mãos ou é concluinte”. Logo,  até dois anos após o término dos estudos, será possível fazer parte desse programa. 

Ainda, segundo ela, essa medida tem impacto positivo na empregabilidade brasileira. “Isso fortalece a conexão entre educação e trabalho, aumenta o investimento na juventude e reduz a evasão escolar”, finaliza a deputada. 

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