Por que os recém formados não podem estagiar? 

A falta de experiência é o principal desafio dos candidatos, mas a expansão do estágio pode contornar a situação

O estágio é uma etapa essencial no desenvolvimento profissional dos estudantes. Contudo, muitos jovens enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, mesmo após concluírem a graduação. A ausência de experiência prática continua sendo uma barreira. Então veja, nesta matéria, como a ampliação do programa pode abrir portas para a juventude brasileira. 

Como o estágio introduz o jovem no mundo do trabalho? 

A iniciativa é reconhecida como um instrumento de integração entre a teoria e a prática. Proporciona ao estudante o contato direto com a realidade da profissão escolhida, além de desenvolver competências valorizadas para o ambiente organizacional. 

Conforme a Lei 11.788/2008, o estágio é voltado a quem estiver regularmente matriculado, a partir dos 16 anos, em uma instituição de ensino, seja ela do nível médio, técnico ou superior.  Contudo, não contempla recém-formados, mesmo aqueles sem oportunidades anteriores de atuação.

O deputado Leo Prates (PDT-BA) destaca o valor desse primeiro passo no meio corporativo e incentiva a participação de quem está no ensino superior. “É onde o jovem tem o primeiro contato com sua carreira, adquirindo experiência e conhecimento. Essa vivência reforça o papel da formação acadêmica profissional para desenvolver nos jovens e se torna um diferencial na sua trajetória e contribuição social”, diz. 

A falta de experiência ainda é o principal obstáculo para entrar no mercado de trabalho 

De acordo com uma pesquisa do DataSenado, a principal barreira para quem busca emprego no Brasil é justamente a falta de experiência, afetando 28% dos entrevistados, o equivalente a cerca de 5,9 milhões de brasileiros. Outros desafios incluem a escassez de vagas (24%), baixa qualificação (23%) e alta concorrência (17%).

Um levantamento da Geofusion, empresa do grupo Córtex, revela: apenas um em cada dez recém-formados consegue uma vaga compatível com sua área de formação. Ou seja, a falta de vivência prática impede muitos deles de seguirem a carreira pretendida.

Como o ensino superior e o estágio podem caminhar juntos? 

O nível de ensino é um fator decisivo nessa situação. “Considero essencial um ensino superior de qualidade, com disciplinas em consonância com as demandas do meio laboral. É imprescindível a preparação de profissionais com visão social crítica e abrangente,  capacitados para se desenvolver dentro de suas respectivas áreas”, afirma o deputado.

Com esse cenário em mente, o Projeto de Lei 4477/2024, de autoria da Deputada Ely Santos (SP), propõe a ampliação da Lei de Estágio para incluir a participação dos recém-formados por até dois anos após a conclusão do curso superior no programa. “Essa medida é muito bem-vinda, pois é mais um incentivo a inclusão de novos beneficiários na Lei de Estágio. Vai proporcionar oportunidades reais de aprendizado e inserção no mercado”, finaliza Prates.

O objetivo do projeto é proporcionar para esse público, especialmente quem não estagiou durante a graduação, a possibilidade de continuar adquirindo experiência prática. Essa mudança pode contribuir significativamente para combater o déficit de habilidades e proporcionar maior qualificação na carreira escolhida. 

Segundo a Abres, apenas 7,3% dos estudantes do ensino superior estagiam atualmente. Ao incluir recém-formados na lei, o Brasil pode melhorar índices de empregabilidade, reduzir desigualdades e fortalecer a ponte entre educação e trabalho.

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