Os erros mais comuns na contratação de estagiários

Evitar equívocos garante melhores resultados para empresas e estudantes

Em mais de 30 anos no mercado como empreendedor, posso afirmar: contratar estagiários é uma decisão estratégica. No entanto, muitos gestores cometem equívocos por desconhecimento ou falta de planejamento. Na prática, esses erros comprometem a experiência dos estudantes e reduzem o impacto positivo da iniciativa. Neste artigo, compartilho os principais pontos de atenção.

5 falhas de um programa de estágios mal estruturado

A seguir, compartilho algumas falhas já detectadas em minha experiência. Veja:

  1. Contratação sem plano definido

O primeiro erro ocorre quando a empresa contrata sem um plano definido. Estagiários precisam de atividades compatíveis com sua formação e grau de conhecimento. Sem tarefas estruturadas, a experiência se torna frustrante, tanto para o jovem quanto para o gestor.

  1. Falta de acompanhamento

Outro problema recorrente envolve a falta de acompanhamento. Empresas devem designar um tutor para orientar, responder dúvidas e garantir a integração do estagiário. Inclusive, isso está na Lei de Estágio, nº 11.788/2008, é indispensável. Deixar o jovem sem direção compromete sua evolução e pode gerar insegurança.

  1. Desatenção com a Lei de Estágio

A não observância da legislação também representa risco. Jornadas superiores ao permitido, falta de assinatura do Termo de Compromisso do Estágio (TCE) e ausência de relação com a área de formação são exemplos de práticas irregulares. Tais situações fragilizam a corporação e expõem o aluno. Para ter certeza de estar por dentro de todos os detalhes, minha indicação é contar com um agente de integração especializado no assunto, como os associados da Abres

  1. Integração incompleta com a cultura corporativa

Outro engano comum ocorre quando a empresa não investe na comunicação. Estagiários precisam entender a cultura da organização, seus valores e objetivos. Além disso, deve sentir abertura para sugerir melhorias, perguntar e colaborar.

  1. Ausência de feedback e avaliação de desempenho

A ausência de feedback também prejudica o processo. Estagiários aprendem com orientações e retornos construtivos. Ignorar essa etapa dificulta a identificação de dificuldades e impede o progresso. 

Por fim, não avaliar o desempenho do estagiário é um desperdício de oportunidade. Empresas devem registrar avanços, dificuldades e possibilidades de efetivação. Inclusive, segundo a Associação Brasileira de Estágios (Abres), entre 40 a 60% dos estagiários são efetivados por um bom desempenho. 

Na Abres, reforçamos a importância do ato educativo, como é descrito na lei. Afinal, o estágio é ferramenta de desenvolvimento tanto da corporação quanto do estudante, incentivando-o a continuar seus aprendizados enquanto o insere no mercado de trabalho. Em suma, é uma via de mão dupla e oferece ganhos para todos os participantes! 

*Seme Arone Jr., presidente da Abres (Associação Brasileira de Estágios).

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