
A prática profissional torna o futuro do Brasil ainda mais próspero.
É notável como o Brasil avança em número de estudantes e em acesso à educação superior. De acordo com estudo exposto pela Associação Brasileira de Estágios (Abres), já são quase 10 milhões de universitários e mais de 10 milhões de alunos no ensino médio e técnico. Em 2023, o crescimento foi de 5,64% no ensino superior, com destaque para o EaD, expandindo 13,44% e levando a graduação para áreas antes pouco atendidas.
Esse avanço representa uma conquista social importante, mas não basta para transformar a realidade do mercado de trabalho. Sem experiência prática, milhões de jovens continuam encontrando barreiras para conquistar o primeiro emprego. Nesse cenário, o estágio se torna ferramenta essencial para reduzir desigualdades e democratizar oportunidades.
O papel do estágio na empregabilidade
Hoje, apenas 1,1 milhão de estudantes estagiam no país, em um universo de quase 20 milhões aptos. Ou seja, só 5,48% vivenciam a prática profissional. Ainda assim, os resultados são impressionantes: de 40% a 60% dos estagiários são efetivados ao fim do contrato.
Isso mostra como o estágio não é apenas um complemento, mas sim um diferencial decisivo para quem deseja se destacar. Ele garante ao estudante a chance de aplicar conhecimentos, desenvolver habilidades socioemocionais e criar uma rede de contatos fundamental no futuro.
Estágio como uma estratégia nacional
A cada ano, milhões de estudantes ingressam no ensino médio, técnico e superior. Sem a experiência do estágio, grande parte corre o risco de se tornar parte da chamada geração “nem-nem”, formada por quem não estuda e nem trabalha.
Ampliar o acesso ao programa é, portanto, uma estratégia nacional para reduzir desigualdades, melhorar a qualidade da mão de obra e gerar desenvolvimento sustentável. Afinal, basta ter mais de 16 anos e estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino, seja no nível médio, técnico, superior ou dos anos finais do EJA – Educação para Jovens e Adultos, conforme a Lei de Estágio.
Além disso, o ato educativo é uma fonte de renovação criativa para as corporações, oxigenando a equipe com quem está constantemente conectado ao conhecimento teórico. Ainda, é uma maneira de formar “em casa” a continuidade do negócio, desenvolvendo futuros líderes de acordo com o fit cultural.
Na Abres, temos diversos agentes de integração associados, capazes de tornar o estágio ainda mais assertivo para a empresa e estudantes. Afinal, os integradores seguem a lei e amparam diante das burocracias, inclusive em parceria com as instituições de ensino. 3
Portanto, fica certo o quanto o programa é motor de inovação para o mercado, girando a economia e incentivando a educação brasileira. Para um amanhã mais próspero, conte com a Abres!
*Seme Arone Jr., presidente da Abres (Associação Brasileira de Estágios).