Como estudar e trabalhar aumenta o desempenho educacional? 

Entrar no mercado de trabalho ainda durante os estudos não é só uma forma de ganhar experiência, pode também fortalecer habilidades básicas, como a leitura, pensamento crítico e o raciocínio numérico. A interação entre escola e uma rotina corporativa têm gerado níveis mais altos de alfabetismo entre jovens no Brasil. Então veja, nesta matéria, o impacto do estágio na alfabetização do país. 

Números revelam: a conexão entre estudo e trabalho aumenta o alfabetismo 

Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), 65% dos jovens brasileiros de 15 a 29 anos, com trabalho e estudo apresentam alfabetismo consolidado. Ou seja, conseguem interpretar textos complexos e lidar com operações matemáticas mais avançadas. Em contrapartida, entre os apenas estudantes, o índice cai para 43%, enquanto o analfabetismo funcional sobe para 14%.

Embora os dados não comprovem ligação entre esses dois aspectos (escola e empresa), eles sugerem uma correlação importante: a inserção no mercado durante a formação escolar parece contribuir para o desenvolvimento efetivo de competências básicas. Ainda assim, conforme os números, o avanço educacional é lento, 29% dos brasileiros acima de 15 anos são analfabetos funcionais.

“As experiências práticas ajudam a transformar o conhecimento teórico em aplicação cotidiana, fortalecendo a compreensão e a capacidade de resolução de problemas”, comenta Seme Arone Junior, presidente da Abres – Associação Brasileira de Estágios. “Quando o jovem vivencia rotinas e demandas reais, ele exercita os conteúdos vistos em sala com um propósito maior, sua evolução profissional”, complementa. 

Qual a importância das vagas de estágio para a alfabetização?

As vagas de estágio têm características relevantes para esse cenário. As vagas são direcionadas a estudantes (a partir de 16 anos), não exigem experiência prévia e adotam jornadas reduzidas, com atividades compatíveis com os estudos. “Ser estagiário é uma forma de equilibrar a vida acadêmica com o desenvolvimento profissional. As normas estabelecidas pela Lei de Estágio permitem o jovem aprender na prática sem sacrificar dedicação com a escola. Dessa forma, aumentando o acesso dos jovens aos benefícios gerados por essa conexão”, reforça o presidente.

Na prática, estagiar amplia o repertório do aluno por meio de situações reais e remuneradas. No dia a dia, ele começa a redigir relatórios, interpretar planilhas, elaborar propostas e seguir procedimentos técnicos. Esses exercícios diários aceleram a consolidação do letramento funcional, refletindo também na confiança do discente diante de textos e cálculos mais complexos.

Além disso, a experiência em empresas aumenta o networking, facilita a compreensão das dinâmicas organizacionais e, muitas vezes, melhora as chances de efetivação após a formação. “Ver aplicabilidade do conhecimento e conquistar autonomia financeira parcial contribuem para maior engajamento na escola e menor evasão. Afinal, ele vê como o aprendizado abre portas em outras áreas da vida”, observa Arone Junior. 

Como encontrar vagas de estágio? 

Para o discente aproveitar as vantagens da união entre o trabalho e o estudo, o presidente deixa cinco orientações para conseguir um estágio. Confira: 

Busque por estágio cedo: o contrato tem um prazo máximo de dois anos. Nesse sentido, as empresas buscam estudantes com disponibilidade para ficar esse período no cargo. Logo, é preciso utilizar esse tempo com sabedoria;

Procure pelos agentes de integração: essas instituições divulgam vagas regionais ou nacionais. Por meio dos sites dessas companhias, você consegue submeter seu currículo a oportunidade do seu interesse; 

Desenvolva habilidades extras: não dependa apenas da escola ou universidade para aprender. Busque por cursos de idiomas, computação, comunicação, entre outros;

Participe de projetos acadêmicos: fazer parte do grêmio, atlética e até mesmo trabalho voluntário podem acelerar o desenvolvimento profissional. 

Afinal, essa conexão é uma estratégia benéfica tanto para o jovem quanto para a sociedade. “Ao fortalecer a alfabetização por meio de experiências reais, ampliamos oportunidades e construímos trajetórias mais sólidas e justas”, finaliza o presidente. 

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