No nível superior, os estágios e programas de trainee representam boas
oportunidades para os jovens. A entrada na universidade vem acompanhada
da necessidade de conseguir um estágio na área assim que for possível.
No Brasil, 55 mil vagas estão abertas segundo o Núcleo Brasileiro de
Estágios (Nube). Os cursos campeões de vagas são administração de
empresas, comunicação social e informática. A concorrência é grande.
Segundo dados dos MEC, apenas 15,5% dos 4,6 milhões universitários
conseguem estágio.
O aluno deve procurar um estágio logo no início da
faculdade, pois se deixar para o final pode ser tarde demais, ressalta
Seme Arone Junior, presidente da Associação Associação Brasileira de Estágios.
As empresas costumam divulgar a abertura de vagas nas faculdades. Em
alguns setores, a preferência ainda é para os alunos das escolas
tradicionais como a Ufpe, UPE e Unicap.
Outras empresas também
recebem currículos pela internet e acessam os bancos de dados das
consultorias. Tanto para o candidato a estágio quando para o trainee, é
importante saber algo da história e da filosofia de trabalho da empresa
onde a vaga foi aberta. Na entrevista, o jovem tem que mostrar
dinamismo, desenvoltura e capacidade de trabalhar em equipe. As notas
são levadas em consideração por determinadas companhias.
As
vagas de trainee são as mais difíceis. As exigências são grandes e o
processo de seleção tem várias etapas, que incluem provas de
conhecimentos gerais e específicos, entrevistas e dinâmicas de grupo. A
fluência em inglês é fundamental. Alguns candidatos ganham pontos por
falar o idioma do País de origem da empresa, no caso das
multinacionais. A disponibilidade para viajar ou mudar de cidade,
Estado e até país também está presente na seleção das empresas que
atuam em diversos mercados. Depois de toda a maratona para conseguir
uma vaga de trainee, os jovens ganham salários iniciais que ultrapassam
R$ 3 mil, além de vários benefícios como assistência médica e
odontológica, seguro de vida, vale-refeição e vale-transporte.
DESEMPREGO
Um
estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos
Sócio-Econômicos (Dieese) informa que dos 349 mil jovens inseridos no
mercado de trabalho do Grande Recife, apenas 216 mil conseguiram
emprego. A maioria dos que estão empregados é homem, tem ensino médio
completo, trabalha no setor de serviços, cumpre uma jornada de trabalho
acima de 39 horas semanais, é assalariado e tem carteira de trabalho
assinada. A renda fica entre um e dois mínimos.