
Celebrado em 18 de agosto, o Dia do Estagiário destaca a contribuição dessa modalidade para a formação profissional dos estudantes e para o desenvolvimento das organizações. Ao oferecer oportunidades de aprendizado prático, as empresas colaboram com a preparação de novos talentos, fortalecem suas equipes e participam da construção de um mercado de trabalho mais qualificado. Nesta matéria, veja o impacto de investir em programas de estágio.
Por que o estágio é importante para as empresas?
O estágio permite às organizações acompanharem o desenvolvimento dos estudantes desde o início da carreira. Durante esse período, é possível transmitir conhecimentos, apresentar a cultura organizacional e preparar profissionais alinhados às necessidades do negócio.
Em um contexto de apagão de mão de obra, as empresas precisam de alternativas para qualificar novos profissionais. “Receber um estagiário representa investir no futuro da companhia. A empresa participa do processo de aprendizagem, aproxima-se das instituições de ensino e contribui para o desenvolvimento da sociedade por meio da geração de oportunidades. Além disso, cria um ambiente propício para identificar talentos com potencial de crescimento”, afirma Seme Arone Junior, presidente da Abres – Associação Brasileira de Estágios.
Para Raphael Figueirêdo, gestor administrativo na Atitude Gestão de RH e Consultoria, a experiência também é decisiva para os estudantes. “O estágio é uma etapa fundamental na formação porque permite a conexão entre teoria e prática. Nesse momento ele inicia uma rotina real, compreende as demandas do mercado e desenvolve competências além da sala de aula. O programa contribui também com o amadurecimento pessoal e a construir mais segurança sobre a carreira”, diz.
Quais competências o estágio desenvolve?
Durante o estágio, os estudantes têm contato com situações reais do ambiente corporativo e, assim, aplicam efetivamente as estratégias vistas nos cursos ou universidades da área desejada. “Entre as principais capacidades adquiridas neste momento, estão comunicação, trabalho em equipe, organização, responsabilidade, resolução de problemas e a capacidade de adaptação. Também é comum fortalecer a proatividade e a inteligência emocional, características cada vez mais valorizadas pelas empresas”, destaca Raphael.
Para Seme Arone Junior, esse processo beneficia também as organizações. “O comportamento vem acompanhado de uma bagagem técnica. Assim, as empresas formam pessoas preparadas para seus processos internos e ampliam as possibilidades de efetivação. Esse investimento contribui para equipes mais qualificadas e para a continuidade do conhecimento e da cultura”, observa o presidente.
Como os agentes de integração apoiam as empresas e estagiários?
Não tem como falar de estágio, sem citar os principais parceiros desse processo. A contratação exige o cumprimento da Lei nº 11.788/2008 e o acompanhamento da instituição de ensino. Por isso, os agentes de integração orientam empresas e estudantes durante todas as etapas do programa.
“Os agentes de integração desempenham um papel estratégico ao aproximar estudantes e empresas de maneira mais ágil e organizada. Eles ajudam a identificar oportunidades compatíveis com o perfil dos candidatos, oferecem suporte nos processos seletivos e garantem alinhamento de perfis. Além disso, facilitam o diálogo entre instituições de ensino, empresas e estudantes, tornando todo o processo mais eficiente e acessível”, explica Raphael.
Já para os discentes interessados nessas vagas, os integradores também são fundamentais. Por meio dos sites dessas instituições um candidato consegue verificar diversas oportunidades em seu perfil, facilitando a contratação. “Muitos jovens usam a bolsa de estágio para auxiliar a família, pagar os próprios estudos, então o quanto antes for selecionado, é melhor. Os agentes atuam justamente para esse processo ser concluído rapidamente para cada vez mais pessoas”, explica Arone Junior.
Quantos estudantes celebram o Dia do Estagiário?
Segundo dados da Abres, cerca de 1,1 milhão de estudantes realizam estágio no Brasil, sendo aproximadamente 264 mil matriculados no ensino médio e técnico e 836 mil no ensino superior. “O crescimento dos programas amplia o acesso para os jovens e fortalece o mercado de trabalho. Cada nova vaga representa uma chance de desenvolver competências, aproximar educação e empresas e preparar profissionais para os desafios da carreira”, conclui o presidente da Abres.
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