O estagiário pode ser demitido? 

O estágio, reconhecido como um programa para conectar estudantes ao mercado de trabalho, tem um contrato válido por no máximo dois anos. Ele é um período de aprendizado, por isso não exige experiência. Contudo, o candidato precisa demonstrar compromisso, evolução e também resultados. Quando isso não acontece, o que a empresa pode fazer? Veja, nesta matéria, quais atitudes levam a demissão de um estagiário.

Como funciona a demissão do estagiário? Quais são os direitos dele? 

O estagiário contratado pode sim ser dispensado antes do período determinado no TCE – Termo de Compromisso de Estágio. As regras do procedimento são estipuladas pela Lei de Estágio (11.788/2008), mas tanto a empresa, como o estudante podem solicitar o fim do acordo. 

Quando isso acontece, a empresa deve pagar o colaborador pelos dias trabalhados, os dias de recesso remunerado pendentes (se houver). Essa finalização também não exige aviso prévio ou o pagamento de multas. 

Por que a demissão do estagiário acontece? 

Para Jéssica Gondim, gerente de contratos da Companhia de Estágios, isso não vem de um erro isolado, pois o discente está lá para aprender e evoluir. “O encerramento de contrato raramente vai ser motivado por uma única razão”, comenta Gondim. “Costuma ser um conjunto de fatores, baixo rendimento aqui, pouco engajamento ali ou uma postura um pouco inadequada”, explica.

A fim de ampliar a visualização dessas questões, a especialista cita os sete erros do estagiário capazes de levar à rescisão do contrato. Confira: 

Falta de proatividade

Muitos estagiários executam apenas as tarefas previstas e aguardam novas orientações, sem buscar aprendizado adicional, interesse ou mobilização. 

No começo da jornada, é natural focar em conhecer pessoas, aprender as atividades básicas e buscar cumprir horários. Porém, depois de dominar o essencial, é importante demonstrar interesse em aprender mais, pedir novas responsabilidades e entender como pode contribuir além do mínimo esperado. 

Problemas de postura e convivência

A competência técnica não sustenta a permanência quando faltam atitudes profissionais no dia a dia. Pequenos comportamentos, muitas vezes vistos como normais, podem desgastar a imagem do estagiário. Chegar e se jogar na cadeira, usar linguagem inadequada, exagerar na informalidade, se comunicar de maneira desrespeitosa ou comentar sobre colegas e líderes em tom de fofoca são exemplos negativos.

Postura também aparece na forma de se apresentar, de se comunicar e de conviver. Não estamos falando de rigidez excessiva, mas de equilíbrio: saber observar como as pessoas se comportam, respeitar o ambiente, adaptar o tom da comunicação e entender como se posicionar com profissionalismo. 

Falta de comunicação

Perguntar não demonstra fraqueza, na verdade, o silêncio costuma gerar erros maiores. Ficar com dúvidas, evitar pedir ajuda ou executar uma tarefa sem clareza pode levar a retrabalho, atrasos e falhas as quais poderiam ser evitadas com um simples questionamento.

Não se fazer presente

No ambiente de trabalho, discrição em excesso pode virar invisibilidade. Quem participa pouco, não se posiciona, evita interações ou permanece sempre em segundo plano, acaba fora do radar, especialmente quando surgem novas oportunidades.

Isso aparece em atitudes simples: deixar a câmera fechada em reuniões quando todos estão visíveis, não contribuir em conversas, ficar sem interagir com outras áreas ou limitar o contato apenas às tarefas imediatas. Presença não significa falar o tempo todo, mas demonstrar interesse, participar quando há espaço e construir relações. 

Não entender o impacto do próprio trabalho

Fazer a tarefa sem entender o porquê limita o crescimento. O estagiário precisa saber como ele afeta a equipe, a área e a empresa. A dica é, sempre busque compreender cada etapa do trabalho: de onde vem a demanda, para onde vai, qual é o seu impacto e quem depende daquele resultado.

Resistência a tarefas operacionais

Nem todo trabalho será estimulante o tempo todo. Parte do aprendizado envolve também atividades repetitivas ou operacionais, e rejeitá-las pode sinalizar desalinhamento com a realidade da função. 

No começo da carreira, não é a tarefa mais interessante responsável por definir o crescimento e sim a forma como o estagiário encara as responsabilidades. O operacional ensina o ritmo, disciplina, organização e entende como as coisas realmente funcionam. 

Dependência excessiva do gestor

Esperar orientação para executar todas as demandas pode passar a imagem de insegurança e pouca iniciativa. O gestor também tem suas próprias responsabilidades para serem cumpridas. Por isso, é necessário desenvolver autonomia com o passar do tempo, para dar continuidade às atividades do dia a dia, buscar informações e resolver questões simples sem depender de orientação constante.

Além destes pontos, há outras atitudes a serem evitadas por quem deseja continuar na empresa e ser considerado para uma vaga efetiva. Entre elas estão: dificuldade de trabalhar em equipe, resistência a mudanças, postura defensiva diante de feedbacks, pouca responsabilidade com horários e prazos, faltas injustificadas e falhas na comunicação.

Quais são as chances do estagiário ser efetivado? 

Segundo uma análise da própria Abres, de 40% a 60% dos talentos são efetivados no Brasil. “A empresa está investindo na sua formação profissional, de certo modo, apostando no seu potencial. Agora, a aplicação desse conhecimento será considerado o seu diferencial”, finaliza. 

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