TV Abres: a empregabilidade do jovem começa na educação

A distância entre a sala de aula e o mercado de trabalho ainda desafia jovens brasileiros

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Ingressar no mercado de trabalho após a conclusão dos estudos ainda é um obstáculo significativo para muitos jovens brasileiros. De acordo com dados do IBGE, a partir da PNAD Contínua, jovens entre 18 e 24 anos representavam uma das maiores taxas de desocupação do país, superando 16%, mesmo entre aqueles com ensino superior completo ou em andamento. Um dos principais fatores associados a esse cenário é a baixa vivência prática durante a formação acadêmica.

Esse contexto evidencia como o diploma por si só já não é suficiente para garantir uma inserção rápida e alinhada ao campo de atuação, tornando cada vez mais necessária a integração entre educação formal e experiências corporativas.

Educação e empregabilidade caminham juntas

A aproximação entre escola, universidade e carreira se consolida como um dos caminhos mais eficazes para ampliar a empregabilidade juvenil. Programas como estágio e aprendizagem profissional permitem ao jovem desenvolver competências técnicas e comportamentais ainda durante a formação, reduzindo o impacto da transição entre estudo e trabalho.

“O estágio é um grande parceiro da escola. Quando nós falamos de demanda e jovens com essa qualificação universitária, isso agrega muito valor para o time, porque eles já vêm com alguns processos pré-estabelecidos. Então, a experiência adquirida dentro da universidade agrega nossa equipe com um conhecimento novo, jovem, e aos poucos eles começam a pegar os procedimentos de dentro da instituição”, explica Marcelo Reis, diretor do Colégio Ábaco. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), quem tem essa experiência tem até 40% mais chances de inserção formal após o término dos estudos.

Da teoria à prática: o diferencial competitivo

A vivência prática também é essencial para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, cada vez mais valorizadas pelas empresas. Trabalho em equipe, escuta ativa e resolução de problemas são difíceis de desenvolver apenas no ambiente acadêmico.

“O estágio contribui para o primeiro emprego principalmente na questão teoria versus prática. Instituições ensinam a teoria, mas no dia a dia do trabalho, colocar isso em prática é bem diferente, porque você interage com pessoas e desenvolve a comunicação, uma coisa essencial principalmente nos dias de hoje para fazer um bom trabalho”, aponta Bruno Lico, executivo de RH da Crowe Macro Brasil. Essa troca beneficia não apenas o estudante, mas também as organizações: elas passam a contar com profissionais em formação alinhados às maiores necessidades do mercado.

Em um cenário de transformações constantes no mundo do trabalho, investir na integração entre educação e empregabilidade desde cedo é uma estratégia fundamental para reduzir a desocupação juvenil e promover trajetórias profissionais mais sustentáveis. Quanto antes o jovem tem contato com a prática, maiores são suas chances de construir uma carreira sólida e alinhada às demandas do mercado.

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