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O desemprego juvenil é um dos grandes desafios do Brasil. Mesmo com avanços recentes, os jovens seguem entre os mais impactados pela falta de oportunidades formais. De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação entre pessoas de 18 a 24 anos encerrou 2024 em 12,9%, o menor patamar em nove anos, mas ainda ultrapassa o dobro da média nacional (7,4%). Nesse cenário, o estágio se consolida como uma das principais vias para o mercado, funcionando não apenas como experiência profissional, mas também como mecanismo de inclusão e transformação social.
O estágio como ferramenta de empregabilidade
“Os programas de estágio exercem o papel fundamental na redução do desemprego entre os jovens. Funcionam como uma porta de entrada para o mercado de trabalho, especialmente para a Geração Z – a maioria dos estagiários. Ele oferece a primeira experiência profissional, algo valorizado pelos empregadores. Com mais estudantes tendo acesso a essa oportunidade, eles deixam de compor as estatísticas de desocupação, ganham renda e adquirem habilidades essenciais”, explica Alexandre Lindenmeyer, deputado federal.
Segundo a Associação Brasileira de Estágios (Abres), o Brasil tem cerca de 1 milhão de estagiários ativos, mas o potencial é de até 3 milhões. Esse número mostra o quanto ainda há espaço para ampliar o impacto social do programa. Além disso, de acordo com 80% das empresas, o estágio é a principal forma de recrutamento para novos talentos.
O impacto social e econômico do estágio
Além de impulsionar uma carreira em fase inicial, o ato educativo escolar também exerce papel relevante no sustento de famílias e na redução das desigualdades. A inserção de discentes no mercado garante sua participação econômica. “O estágio aumenta significativamente a empregabilidade dos jovens, porque oferece algo cada vez mais exigido: experiência prática. Mesmo em uma vaga inicial, demonstra ao empregador como o jovem já enfrentou desafios reais, lidou com responsabilidades e sabe trabalhar em equipe. Segundo a Abres, 68% dos estagiários ajudam nas despesas da casa e 10% sustentam seus lares, isso mostra o quanto essa oportunidade é relevante socialmente e economicamente”, complementa o deputado.
O papel das universidades na jornada do estudante
A integração entre instituições de ensino e empresas é essencial para o propósito formativo deste contrato. Segundo uma pesquisa da Universia, 74% dos universitários brasileiros gostariam de ter mais apoio de suas instituições para inserção profissional e 65% afirmaram não se sentirem preparados para o mercado ao final do curso. Nesse contexto, o estágio se torna um elo essencial entre teoria e prática, conectando aprendizado acadêmico com desenvolvimento de competências.
“A universidade não só pode, como deve, aproximar estudantes de estágio por diversos fatores. Primeiro porque é uma forma de aprendizagem experiencial e estamos interessados na formação do estudante de maneira integral, eficiente e completa. A faculdade pode fazer isso de diferentes formas: desde uma aproximação direta com campos de estágio, por meio de atividades de prestação de serviços da comunidade, na qual a faculdade é prestadora do serviço e leva os seus estudantes a ter essas experiências”, aponta Enzo Bissoli, coordenador acadêmico-profissional no Mackenzie. O papel da parte acadêmica envolvida nessa modalidade é, segundo o coordenador, estabelecer processos de desenvolvimento de carreira claros na jornada do estudante, de maneira estratégica, pensando junto com ele. Isso evidencia a importância de articular equilibradamente as três vias envolvidas no contrato de estágio.
Sendo assim, o estágio vai muito além de uma exigência curricular, é também uma estratégia de desenvolvimento econômico e social. Aproxima gerações, reduz desigualdades e prepara jovens para suas trajetórias profissionais e pessoais.
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