TV Abres: o estágio impulsiona a empregabilidade e educação

Experiência prática é chave para preparar jovens e abrir caminhos no mercado de trabalho

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O estágio representa uma das formas mais efetivas de unir o conhecimento teórico da sala de aula com as exigências práticas do mercado. Apesar disso, muitos estudantes brasileiros não têm acesso a essa oportunidade. Não  vivenciar esse processo afeta diretamente a empregabilidade e, por consequência, o desenvolvimento do país. Compreenda mais nesta matéria.

Poucos estagiando, muitos perdendo oportunidades

Segundo dados da Abres, o Brasil possui mais de 20 milhões de matriculados nos ensinos médio, técnico e superior. Contudo, somente 5,48% desses estavam inseridos em estágios. O número preocupa, pois evidencia uma lacuna entre formação acadêmica e inserção na carreira. Infelizmente, muitas vezes, o contato inicial com a cultura organizacional ajuda a aprimorar competências mais valorizadas.

Ainda segundo a Associação, 64% dos estagiários tinham entre 18 e 24 anos, ou seja, a Geração Z é maioria entre quem usufrui dessa modalidade. Em paralelo, ela reflete um grande impacto econômico e social: 68% deles contribuíam financeiramente nas despesas de casa e 10% eram os principais provedores da família. Além de conhecimento, o estágio representa fonte importante de renda e transformação.

Estágio como ferramenta para combater o desemprego juvenil

A taxa de desocupação entre os jovens (18 a 24 anos), no Brasil, foi de 12,9% no 4º trimestre de 2024, conforme o IBGE. Apesar de ser o menor índice anual em nove anos, o ainda é alto. No mesmo período de 2023, esse percentual era de 15,3%. A redução mostra avanços, mas o desafio continua. “Os programas de estágio são fundamentais para combater o desemprego, abrir a porta do primeiro emprego, garantir a perspectiva de futuro. Nós precisamos, sim, incentivar as pequenas e médias empresas a utilizarem esse mecanismo para o fortalecimento do trabalho no Brasil”, afirma o deputado federal Aureo Ribeiro.

O estágio pode ser a ponte entre o jovem e as corporações, pois muitas preferem contratar quem tem experiência, até para cargos de entrada, no caso dos já formados. No entanto, é preciso lembrar: para admissão de estudantes, uma ocupação anterior não pode ser exigida. O ato educativo escolar também oferece a chance de entender, na prática, como é a sua área, elevando a confiança e aprimorando o a qualificação para os processos seletivos seguintes.

O papel das instituições e dos agentes integradores

A professora mestra Lourdes Claudênia, diretora de estágios da Uninta, exemplifica a relação das instituições de ensino, contratantes e os discentes. “Hoje nós contamos com mais de 3 mil parceiros e, em destaque, trazemos os integradores, responsáveis por gerenciar essas vagas. O estágio não obrigatório realmente é uma ótima oportunidade, porque ele vai desenvolver suas competências, atitudes e conhecimentos,  já abrindo portas para após a graduação, seguindo com sua carreira”, relata.

Os agentes de integração conectam empresas, universidades e alunos, garantindo o cumprimento da legislação e o aproveitamento real. Eles exercem uma função fundamental para assegurar o fácil alcance e organização dos cargos. Diversas faculdades contam com núcleos de estágios para acompanhar o desempenho dos alunos e apoiar o processo de admissão nas companhias, criando um ecossistema mais saudável entre estudo e trabalho.

Da sala de aula para o mundo real

“A teoria forma a base, mas a prática  garante como funciona o seu aprendizado. É importante gerar essas habilidades, preparar o nosso jovem para e ter um profissional confiante para exercer o seu papel”, reforça o deputado. Hoje, são cada vez mais valorizadas as chamadas soft skills: comunicação, resolução de problemas e iniciativa, por exemplo. Essas características geralmente não são desenvolvidas apenas com teoria, mas sim por meio da vivência. Essa etapa contribui diretamente para esse amadurecimento e para a consolidação do perfil corporativo do iniciante.

O estágio vai além de uma exigência curricular ou vaga temporária, é um trampolim para o sucesso. Ele conecta a juventude com o mundo corporativo e auxilia a suprimir desigualdades, promover inclusão e uma transição mais segura entre a esfera acadêmica e laboral. Para mais pessoas terem conhecimento e se aproximarem dessa chance, é preciso investir em políticas públicas, fortalecer os agentes e criar uma via de mão dupla.

Na Abres, são dezenas de associados qualificados para encaminhar talentos, direcionando suas carreiras e ampliando os negócios. Conhecer os reflexos internos e externos dessa admissão é necessário para aproveitar ao máximo esses novos integrantes. Se você é um gestor procurando mais energia para impulsionar seus resultados, basta entrar em contato com algum dos nossos parceiros

Veja mais sobre como o estágio pode potencializar a empregabilidade e educação nesta matéria e continue acompanhando a TV Abres para mais conteúdo sobre esse segmento.

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