Skip to content

Abres - Associação Brasileira de Estágios

Bolsa-Auxílio

Todos os estagiários têm direito a uma remuneração? Descubra em nosso artigo!

Segundo a Lei 11.788/08, todo estágio não-obrigatório, ou seja, aquele no qual o jovem realiza por livre e espontânea vontade, sem a necessidade da atividade para conclusão do curso, deve conceder uma bolsa-auxílio.

A remuneração deve ser paga pela empresa concedente, diretamente ao estagiário, ou, caso o setor de RH prefira, por meio do agente de integração, com recursos transferidos pela própria corporação. Não existe um valor mínimo estipulado, como no caso de um funcionário CLT. Logo, fica a critério de cada organização, estabelecer a quantia justa para a atividade, considerando, inclusive, o alto custo das mensalidades escolares e outras despesas.

Um estudo realizado anualmente pelo Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios, no entanto, revela o valor pago no Brasil. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Bolsa-Auxílio, a média geral é de R$ 965,63. Separando por região, o Sul remunera em torno de R$ 957,27; o Sudeste, R$ 884,91; Centro-oeste, R$ 1.110,39; Nordeste, R$ 731,79 e Norte, R$ 575,20. Para quem está no ensino médio, o pagamento, geralmente, é de R$ 606,73; no médio técnico, R$ 762,58; superior, R$ 1.083,95 e no superior tecnólogo, R$ 998,20.

O dinheiro recebido com a atividade, muitas vezes, é revertido para o custeio dos estudos. Por isso, é válido cada empreendimento refletir sobre o valor mais apropriado para seus estagiários e, assim, ajudar com a diminuição da evasão escolar.

A Abres acredita no estágio como a maior porta de inserção dos jovens no mercado de trabalho. Portanto, se você é gestor, invista nesses talentos.

Seme Arone Junior é presidente da Abres – Associação Brasileira de Estágios